Síndrome alcoólica fetal

Oi gente, hoje irei falar um pouco sobre a síndrome alcoólica fetal.

A síndrome Alcoólica Fetal (SAF), um conjunto de anormalidades apresentadas por crianças cujas mães beberam durante a gestação, é a principal causa de retardamento mental.

Uma das coisas que são literalmente proibidas(pelo médico e senso comum) quando a mulher descobre que está grávida é o álcool, mas nem sempre é explicado o porque, somente que não pode ingerir álcool. Para uma mulher que bebe socialmente, ou ás vezes nem isso, é bem mais fácil para de beber, todavia uma mulher que já tem o costume ou é viciada se torna mais complicado.

Vamos falar sobre os efeitos causados as crianças por causa do uso e/ ou abuso do álcool.

Como o álcool prejudica a saúde do bebê?

A mãe e o bebê são ligado pelo cordão umbilical logo, tudo que a mãe come ou bebe o bebê também beberá e comerá. Se ela ingere álcool seu bebê também vai consumir. O feto ainda está em formação, suas células se desenvolvendo , multiplicando e crescendo. Porém, por estarem em desenvolvimento se tornam vulneráveis as coisas externas. O uso do álcool tende a prejudicar o processo de divisão celular ou até mesmo parar esse procedimento. Outra questão delicada sobre o uso de bebidas alcoólicas é sobre o fígado do bebê, como foi relatado acima o ele ainda está em formação e seu fígado ainda não é capaz de metabolizar o álcool que chega através do sangue da mãe.

Quais são os prejuízos para o bebê?

  • O álcool prejudica a formação do bebê. As vezes ouvimos relatos de bebês que não nasceram com determinado órgão ou que nasceu com má formação no coração, rins, bexiga dentre outros.
  • O bebê pode ficar com baixo peso, mesmo a alimentação sendo correta, ou não crescer corretamente.
  • Se a mãe fizer uso de álcool durante toda a gravidez, seu filho(a) pode nascer com abstinência de álcool, ter tremores ou outras alterações físicas, bem como começar a ingerir algo precocemente.

Para tornar mais ilustrativo a SAF achei um texto no livro Desenvolvimento Humano que trás uma história verídica de uma pessoa com essa síndrome.

Abel Dorris e a Síndrome Alcoólica Fetal

A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), um conjunto de anormalidades apresentadas por crianças cujas mães beberam durante a gestação, é a principal causa de retardamento mental. Mas em 1971, quando o escritor Michael Dorris adotou um menino Sioux de 3 anos de idade, cuja mãe bebia muito, os fatos sobre a SAF ainda não tinham sido amplamente divulgados nem cientificamente investigados. Somente I I anos depois, como relata Dorris em The Broken Cord (1989), ele descobriu a origem dos problemas de desenvolvimento de seu filho adotivo.

Nascido com quase sete semanas de prematuridade, o menino, chamado Abel (“Adão”, no livro)tinha baixo peso natal e sofreu abuso e má alimentação antes de ser transferido para um lar adotivo. Sua mãe havia morrido aos 35 anos de intoxicação por álcool. Seu pai tinha sido espancado até a morte em um beco após uma série de prisões. O menino era pequeno para sua idade, ainda usava fraldas e só era capaz de falar cerca de 20 palavras. Embora o menino tivesse sido diagnosticado como ligeiramente retardado, Dorris tinha certeza de que, com um ambiente favorável, o menino se recuperaria.

Mas isso não aconteceu. Quando fez 4 anos, Abel ainda usava fraldas e pesava apenas 12 kg. Ele tinha dificuldade para se lembrar dos nomes dos colegas de recreação. Seu nível de atividade era extraordinariamente alto, e a circunferência de seu crânio era menor do que o comum. Ele sofria de convulsões intensas sem explicação.
Durante os meses que se passaram, Abel teve dificuldade para aprender a contar, identificar as cores primárias e fazer o laço nos sapatos. Antes de ingressar na escola, foi rotulado como “portador de deficiência de aprendizagem”. Seu Ql era e permaneceu em torno de 60. Graças aos esforços de um dedicado professor de Iª série, Abel aprendeu a ler e escrever, mas sua compreensão era lenta. Quando o menino concluiu o ensino fundamental em 1983, ele “ainda não sabia somar, subtrair, contar dinheiro ou
identificar a cidade, estado, país ou planeta em que vivia” (Dorris, 1989, p. 127-128).
Nessa época, Michael Dorris já tinha resolvido o enigma do que havia de errado com seu filho.
Como professor associado de estudos americanos nativos na Dartmouth College, estava familiarizado com as pressões culturais que favorecem o consumo de bebidas alcoólicas entre os indígenas norte americanos.
Em 1982, um ano antes da formatura de Abel, Michael visitou um centro de tratamento para adolescentes dependentes químicos em uma reserva Sioux em Dakota do Sul. Ali ele se espantou ao ver três meninos que “poderiam ser irmãos gêmeos [de Abel]” (Dorris, 1989, p. 137). Eles não apenas eram parecidos com Abel, mas agiam como ele.

Esse post ficou um pouco grande(kkk) mas, é importante entender os malefícios causados pelo uso do álcool (sem falar no cigarro, drogas lícitas e ilícitas) durante a gravidez e após também,  porque o bebê se alimenta somente do leite materno durante os seis primeiros meses.

REFERÊNCIAS

Pai-pad, Síndrome fetal do álcool, o consumo de bebidas alcoólicas durante a gravidez do bebê! Disponível em:< https://paipad.org/sindrome-fetal-do-alcool/> Acesso em: 07 dez. 2016.

PAPALIA, E. Diane. OLDS, Wendkos Sally. FELDMAN, Duskin Ruth. Desenvolvimento Humano. 8ª edição. Porto Alegre. Artmed, 2006. 888p.

 

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