Top 20 piores seria killers: 5 Albert Fish

Albert, até agora, foi de longe o que mais detestei, canibal e molestador de crianças. Existem muitas fontes com informações divergentes, tentei ao máximo trazer as mais verídicas sobre ele. Seu nome verdadeiro era Hamilton Howard Fish. AH, É TEXTÃO.

Albert Hamilton Fish, nasceu em 19 de maio de 1870 no distrito  de Columbia, Washigton. Tinha muitos parentes com problemas mentais, aos 5 anos o pai sofreu um ataque cardíaco e a mãe o deixou em um orfanato até que as coisas melhorassem financeiramente. Durante esse tempo, Albert sofria muitas agressões e acabou percebendo que gostava de sentir dor física ao ponto de ter ereções ao ser espancado, o que o influenciou a gostar do sadomasoquismo¹. Dois anos depois, sua mãe conseguiu um emprego e o tirou do orfanato. Após a morte de um de seus irmãos e depois de conseguir escapar das monstruosidades do orfanato, Hamilton Howard Fish desejou mudar seu nome para Albert Fish, nome pelo qual ele ficou famoso no mundo inteiro através de seus feitos. Ele se justificou nessa mudança de nomes dizendo que odiava um apelido que os garotos lhe deram lá: “Ham & Eggs”, um trocadilho com seu nome verdadeiro que sugeria o recheio de um lanche “Presunto e Ovos”.

Aos 9 anos, sofreu um queda de um pé de cerejeira e teve ferimentos graves na cabeça o que causou dores de cabeça fixa e alguns problemas decorrente da queda. Com 12 anos, começou as e relacionar com um rapaz que trabalhava no telégrafo, que o incentivou a beber urina e a praticar coprofagia². Fish começou a visitar casas-de-banho públicas onde observava rapazes a despirem-se e aí passava grande parte dos seus fins-de-semana.  Na juventude, Fish começou a trabalhar com prostituição e a estuprar meninos novinhos – ele tinha preferência por menores de 6 anos de idade.

Aos 30 anos, sua mãe arranjou um casamento com uma mulher nove anos mais nova. Eles tiveram seis filhos: Albert, Anna, Gertrude, Eugene, John e Henry Fish. Isso, porém, não afetou o seu sadismo, que estava cada vez pior. Ele largou a prostituição, se mudou para No York e se tornou pintor de casas. Só que quando um de seus amantes levou-o a um museu de cera, Fish ficou fascinado com a bissetriz de um pênis. Pouco depois desenvolveu um interesse mórbido por castração e ficou obcecado pela mutilação sexual. Fish começou a intensificar as suas idas a bordéis, onde podia ser chicoteado e agredido. Em 1903 (33 anos), ele foi preso por furto e foi condenado à prisão em Sing Sing, prisão de segurança máxima no Estado de Nova Iorque, lugar onde teve muitos outros relacionamentos doentios com outros presos.

Em janeiro de 1917, sua mulher fugiu e deixou os seis filhos com Albert. Teve de criar seus filhos como pai solteiro. Fish contou a um jornal que quando sua esposa o deixou, ela levou quase todos os bens da família. Foi por volta dessa época que Fish começou a ouvir vozes e praticar auto-mutilação. Embora nunca tenha cogitado agressão física ou abuso sexual em seus filhos, ele os incentivava a bater em suas nádegas com a mesma raquete cravejada de pregos que ele usou para abusar de si mesmo. só cessava quando seus glúteos ficavam em carne viva e jorrando sangue. Gostava também, de enfiar agulhas no seu corpo – especificamente entre o ânus e os testículos(um raio-x na prisão revelou 29 agulhas inseridas em sua região pélvica, algumas corroídas pelo tempo, como meros fragmentos.). Algumas perfuravam tão profundamente a carne que sua remoção era impossível.

Fish cometeu diversos crimes mas, só foi descoberto em 1934, idoso,  porque enviou uma carta para mãe de uma das sua vítimas. Em 1935, Fish foi julgado e condenado a morte por eletrocutamento. Albert foi eletrocutado em janeiro de 1936,  na prisão de Sing Sing, em Nova York. As diversas agulhas alojadas em seu corpo ao longo de toda a vida causaram um curto-circuito, interrompendo o fluxo de eletricidade na cadeira. Foram assim necessárias duas descargas elétricas para matá-lo.

Vou deixar abaixo alguns links que contam detalhes de alguns crimes cometidos por Fish.

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¹perversão sexual que resulta da combinação de sadismo e masoquismo
² ingestão de fezes.

Referência

Albert Fish o devorador de crianças. Disponível em:>https://canalcienciascriminais.com.br/albert-fish-o-devorador-de-criancas/<. Acesso em: 24. Abr. 2018.

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Seriado: Killing Eve

Sabe quando você assiste um filme ou seriado e tem a vilã que moralmente, socialmente, humanamente e qualquer coisa mais ente você deveria detestar e ser contra, mas você gosta dela? Isso provavelmente pode acontecer quando você assistir ao primeiro episódio desse seriado que acabou de começar e já tem a segunda temporada garantida. E o que falar da maravilhosa Sandra Oh que partiu nossos corações(aliás, foi Shonda) em Grey’s Anatomy e agora começa a juntar os pedaços nesse seriado?

Sinopse de Adoro Cinema

Eve (Sandra Oh) trabalha como segurança em uma empresa, mas seu emprego estável e dentro de quatro paredes não sucumbe o desejo dela de se tornar uma espiã. É por isso que quando a primeira oportunidade surge, a jovem não pensa duas vezes  e mergulha em uma caçada incansável contra um assassina. Agora, seu alvo é Villanelle (Jodie Comer), uma criminosa tão elegante quanto perspicaz.

A série é baseada no livro Codinome Villanelle de Luke Jennings.

Gênero: drama, suspense.

Episódios: 16. Na primeira temporada serão 8, infelizmente.

Duração: 60 minutos.

Eve é assistente em uma empresa de segurança que é contratada para fazer a escolta e cuidar de uma testemunha que viu seu namorado sendo morto, um político russo. Quem cometeu o assassinato foi Villanelle. Quem contrata a empresa é Carolyn Martens do MI6(algum serviço secreto da Rússia), ela faz uma reunião para informar alguns detalhes sobre o crime, quando Carolyn começa a descrever como o político foi executado, Eve opina que quem deve ter cometido o crime foi uma mulher.

Diferente da sinopse acima, na verdade Eve é demitida, injustamente na minha opinião. Mas, como canta o Emicida “Às vezes se perde o telhado, pra ganhar as estrelas”. Carolyn a contrata e de assistente ela passa a ser chefe(por causa da opinião que ela deu na reunião e outras coisas mais) e seu objetivo é achar Villanelle.  Eve é uma “fã” de mulheres assassinas, ela estudava psicologia criminal e tinha interesse em saber o que faz uma mulher se tornar uma assassina.

Villanelle aparentemente é uma típica parisiense(mas não nasceu em Paris), porém muito inteligente, agradável, de certa forma engraçada, e perspicaz em sua “área de atuação”. É como se ela trabalhasse em uma agência de assassinato, ela tem muitos clientes, porém não tem contato com eles. Existe um tipo de “assessor” que informa qual o próximo trabalho(vítima), compra as passagens, faz pagamentos, relatórios, feedback e tudo que for relacionado ao serviço. A vítimas não são pessoas comuns, tanto que quando elas são encontradas mortas não existe uma denúncia ou algo do tipo, fica por isso mesmo. Por conta de tantos serviços, ela acaba se tornando aquela pessoa com um pouco de mania de grandeza(além da psicopatia) e se torna desleixada quanto a confidencialidade dos crimes que não devem deixar rastros, além disso ela tem pelo menos dois anos nesse ramo, o que faz com que Carolyn Martens do MI6 comece a procurá-la e no meio dessa investigação ela encontra Eve e Villanelle descobre que Eve está procurando ela.

Apesar do gênero ser drama e suspense, tem comédia sim. Eve é bem engraçada, até Villanelle é, do jeito dela.  A série é bem ambientada, e fala sobre duas mulheres inteligentes e obcecadas pelo que fazem, o que indica uma futura perseguição de ambas as partes.

 

 

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Filme: I, Tonya.

Um filme baseado em fatos reais, relata a história de uma ex-patinadora artística e sua carreira. Eu nunca tinha ouvido falar de Tonya Harding, vi o trailer, achei interessante e fui assistir. Depois fui pesquisar sobre a história dela porque o filme não deixa de ser ficção e a história estava um pouco confusa para mim. Mas, o filme é bem feito, teve três indicações ao Oscar, sem falar em Margot Robbie que incorporou a personagem de corpo e alma.

Ele foi lançado em 15 de Fevereiro desse ano(2018) e tem duas horas de duração. Não é indicado para menores de 14 anos, por conter palavras de baixo calão. O gênero é drama, biografia e comédia.

Sinopse de Adoro Cinema

Desde muito pequena exibindo talento para patinação artística no gelo, Tonya Harding (Margot Robbie) cresce se destacando no esporte e aguentando maus-tratos e humilhações por parte da agressiva mãe (Allison Janney). Entre altos e baixos na carreira e idas e vindas num relacionamento abusivo com Jeff Gillooly (Sebastian Stan), a atleta acaba envolvida num plano bizarro durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1994. Baseado em fatos reais.

Vou contar uma parte da história dela que é quase a mesma coisa que está no filme.

Tonya começou a patinar faltando uma semana para completar quatro anos. Inicialmente Diane, a professora de patinação, não quis aceitá-la por conta de sua idade, porém após Tonya se apresentar,convence Diane aceitá-la. Tonya tinha talento nato, só precisava aperfeiçoá-lo. Aos quatro anos ela ganhou sua primeira competição. Foi levada para patinação artística por sua mãe, LaVona Golden, uma mulher rígida, violenta e super competitiva. Ela não permite que sua filha tenha amizades e nem que saia durante a aula para fazer xixi, justifica sua ação dizendo que trabalha duplicado como garçonete para pagar as aulas. LaVona batia constantemente na filha(tanto em casa quanto em público), além de praticar abusos psicológicos.

Tonya foi crescendo e ganhando alguns campeonatos e visibilidade, mas nem sempre era vista de forma positiva. Era uma adolescente difícil, o que é compreensível diante da educação que recebia, porém os jurados não levavam isso em conta e a julgavam pela roupa ruim que vestia e o comportamento grosseiro.  Mais ou menos aos 15 anos Tonya conheceu Jeff na pista de patins enquanto treinava e começaram a namorar, no início eram flores e depois tapas e socos. Tonya ficou mesmo assim pois ela tinha a filosofia de que a mãe batia nela e a amava, com Jeff era a mesma coisa. Quando suas brigas com a mãe chegaram a um ponto extremo, ela decidiu ir morar com Jeff, depois de um tempo se casaram, viveram em paz por um tempo.

Enfim, Tonya conseguiu chegar a um ponto alto de sua carreira, ela foi a primeira mulher em todo o mundo a  conseguir fazer o tão temido axel triplo, três saltos no ar sendo que a entrada é feita de frente, com a perna esquerda sendo responsável pelo impulso. Já a aterrissagem é de costas e com a perna direita. Com isso ela chega ao topo da carreira, mas não dura muito tempo.

Um ponto interessante do filme é a crítica sútil que ele faz ao mundo do esporte que geralmente não vemos, Tonya era pobre, com pais separados, largou os estudos, tinha uma mãe complicada, um esposo problemático e isso era inaceitável para um esporte elitista que queria uma garota de aparência de porcelana, com uma família perfeita e roupas bem modeladas. Outra coisa legal(eu acho) é que algumas vezes o personagem se dirige diretamente ao espectador e além disso tudo na história é como se a própria Tonya não se levasse a sério(tirando a decisão da Associação de Patinação dos Estados Unidos).

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O poder das cores nas nossas vidas: #branco.

Branco

A cor feminina da inocência. Cor do bem e dos espíritos. Existe 67 tons de branco.

O branco é mesmo uma cor? Ou uma cor primária?

Assim como acontece em relação ao preto, em relação ao branco também sempre se coloca a pergunta: o branco é uma cor? Não – se acaso estivermos falando das cores da luz. Pois no sentido da física, na Teoria da Óptica, o branco é mais do que simplesmente uma cor, ele é a somade todas as cores da luz. Num arco-íris a luz incolor é decomposta em suas partes constitutivas, em luz vermelha, laranja, amarela, verde, azul e violeta. Como cor luminosa o branco não é cor. Em virtude disso, para os impressionistas, que trabalhavam em sintonia com o colorido da luz, o branco era uma “não cor”. E no entanto eles utilizavam cores brancas, pois na pintura o branco não pode ser obtido a partir da mistura de outras cores – ao contrário do que ocorre com o preto. Os impressionistas utilizavam inclusive mais branco do que os pintores de outras épocas, pois as pinturas impressionistas são pintadas sobre um fundo branco, ao passo que seus predecessores usavam fundo marrom ou cinzento.

Quando se fala das cores das coisas, das cores de quaisquer tipos de materiais e substâncias, das cores como substâncias que vinham em tubos, frascos, cadinhos e doses, aí é preciso se perguntar outra vez: o branco é uma cor? Sim – inclusive a mais importante de todas. Entre as cores da luz e as cores dos pintores e dos materiais de pintura jaz a diferença fundamental: é a diferença entre a teoria da óptica e a prática da visão.
Nenhuma outra cor é produzida em quantidades maiores do que o branco. Para todo pintor, em princípio o branco é a cor mais importante, todo pintor tem em sua paleta a cor branca, a maioria inclusive tem nela vários tons de branco. O branco é sempre comprado em tubos maiores. Como coloração de material de pintura, o branco é a quarta cor primária – pois ela não pode ser obtida pela mistura de outras cores.
No que concerne à simbologia das cores: para ela, o branco é realmente, e sem a menor sombra de dúvida, uma cor. O que é branco não é incolor. Vinculamos ao branco sentimentos e propriedades que não atribuímos a nenhuma das outras cores.

O princípio e a ressurreição

O branco é o início. Quando Deus criou o mundo, seu primeiro comando foi: “Faça-se luz!”

Fazendo-se associações com a luz, assim tem início a simbologia do branco. Em italiano se diz: “bianco”, em francês “blanc”, que correspondem ao alemão “blank” (em branco, vazio). Em grego, o branco se chama “leukos”, daí vem o alemão “leuchten” (brilhar, iluminar). Em muitas línguas, “branco” e “preto” são as primeiras palavras para as cores, como diferenciação entre claro e escuro, entre o dia e a noite. Essa é a mais fundamental diferenciação de todas as cores. Contudo, no transcorrer dos séculos, quando essa diferença já havia há tempo se tornado evidente, desenvolveram-se novas designações de cores, resultantes de outras experiências igualmente importantes. Em muitas línguas, o nome de alimentos cunharam o nome de cores: em alemão, “Weiß” (branco) e “Weizen” (trigo) estão entrelaçados; em inglês ocorre o mesmo com “white” e “wheat”, e na Suécia com “vit” e “vete”. “Weißbrot” é pão branco, o pão de trigo; “Weißbier”, a cerveja branca é, do mesmo modo, feita de trigo.

O início do mundo é também o início do mal. Mas em todas as religiões ocorre também um início do bem: a ressurreição, a remissão dos pecados. Branco é a cor da ressurreição. O Cristo ressuscitado aparece pintado em vestes brancas. Todos os ressuscitados aparecem vestindo branco diante de Deus: o “domingo branco” é o domingo após a Páscoa, para as crianças católicas é o domingo da primeira comunhão. A hóstia, que simboliza o Cristo vivo, é branca. As crianças são batizadas com roupas batismais brancas – é o início da vida cristã. Antigamente as jovens iam a bailes de debutantes para iniciar sua vida social. Nas assim chamadas altas rodas esse costume é mantido até hoje – as debutantes sempre trajam vestidos de noite brancos.

Um símbolo do início é o ovo branco. Existe um mito mundialmente propagado, de que o mundo saiu de um ovo. O ovo, como símbolo do início, no cristianismo é também símbolo da ressurreição: Cristo ressuscitou na Páscoa, e por isso nessa data são oferecidos ovos. Em alguns países, no último dia do ano as pessoas comem roscas ou panquecas, que trazem felicidade por serem alimentos feitos só de ingredientes brancos – ovos, farinha e leite. O leite, a primeira nutrição que o homem recebe, é branco. Na história da criação do hinduísmo o mundo consistia de um mar de leite. E existe a regra do jogo de xadrez: as brancas começam!

A cor do bem e da perfeição

Branco é a cor dos deuses: Zeus apareceu para Europa como um touro branco, para Leda ele apareceu como um cisne branco. O Espírito Santo se mostra como uma pomba branca. Cristo é o cordeiro branco. O unicórnio branco é o animal símbolo da Virgem Maria. E os anjos na maioria das vezes são pintados vestindo branco e com asas brancas. Os demônios, ao contrário, têm asas pretas – em sua maioria são asas de morcego. Os animais brancos, quando não são deuses eles mesmos, têm alguma ligação com o divino. Na Índia, o gado branco é a corporificação da Luz. Na China, as garças brancas e a Íbis são pássaros sagrados da imortalidade. Os grandes pássaros brancos são enviados celestes, pássaros alvissareiros; daí surgiu a lenda de que os recém-nascidos seriam trazidos pelas cegonhas.

A cor dos deuses se tornou a cor dos sacerdotes. O branco é, desde a Antiguidade, a cor predominante das vestimentas sacerdotais. Na Igreja Católica, o branco é a cor litúrgica dos mais eminentes festejos. No Natal, na Páscoa, em todas as festas que são datas comemorativas para prestar honrarias a Cristo, a Maria ou a quaisquer outros santos que não sejam mártires (nos dias dos mártires a cor é o vermelho, cor do sangue), os clérigos católicos vestem branco durante a missa. Às vezes, as batinas são tão ricamente bordadas a ouro que o branco mal se vê. Exceção feita a esses serviços brancos prestados a Deus e fora da igreja, somente o Papa traja branco. Na Igreja Católica vale a regra de cores: quanto mais alta a posição hierárquica, mais claras são as vestes. Um padre traja preto, um bispo violeta, um cardeal vermelho, o Papa branco. Branco é a cor de sua categoria.

O branco, como cor proeminente, é usado também por reis e rainhas nas ocasiões mais importantes: na coroação, reis e rainhas trajam branco. A rainha Elisabeth profere sempre seu discurso anual de abertura do parlamento vestida de branco. Antigamente, a pele mais nobre era a do arminho, que é um animal marrom, parecido com a doninha, cuja pelagem no inverno se torna branca, e somente a ponta de sua cauda permanece preta. Somente os reis tinham permissão para usar arminho. Quando o príncipe Charles, em 1969, foi coroado príncipe da Gales, ele usou uma capa guarnecida de arminho – até mesmo a coroa confeccionada para essa ocasião era ornamentada de arminho, com a característica mancha preta.Soberanos democraticamente eleitos também aplicam a simbologia dessa cor: não é por acaso que a residência oficial do presidente americano é chamada de “Casa Branca”.

Também na moda tradicional para cavalheiros o branco é a cor suprema: “white tie” (gravata branca) consta nos convites internacionais para grandes bailes, nos convites franceses “cravate blanche” – pois efetivamente isso significa a exigência de comparecer com gravata branca, algo muito diferente: os cavalheiros devem se apresentar vestidos de fraque, e com fraque sempre se usa gravata branca. Só um garçom usaria uma gravata preta com fraque. Um convidado, ao contrário, só usa gravata preta quando traja smoking. “White tie” impõe também às senhoras o traje obrigatório: vestido longo de noite. Na entrega anual do Prêmio Nobel pode-se ver essa culminância dos trajes de festa. Também o querido e inconvencional Günter Grass usou em 1999, quando lhe foi outorgado o Prêmio Nobel de Literatura, um fraque com sobrecasaca e gravata branca. As senhoras da família real sueca ouviram os discursos, como de costume, em vestidos de baile típicos, com saia rodada. O branco é uma cor absoluta. Quanto mais puro o branco, mais perfeito ele é. Qualquer acréscimo só virá reduzir a perfeição.

Limpo e esterilizado

A limpeza é externa, a pureza vai mais a fundo; ambas estão associadas ao branco, não existem alternativas.

O que precisa ser higiênico é branco. Qualquer mancha de sujeira se torna visível, tornando a limpeza fácil de controlar. Apesar de todas as cores da moda, a maioria usa roupa íntima branca. A vestimenta branca é obrigatória nos lugares em que se produzem produtos alimentícios: cozinheiros, padeiros e açougueiros vestem branco. Em contraposição, os comerciantes de vegetais e de alimentos não processados, ou já embalados, podem usar roupas de cor. Os que cuidam dos doentes precisam se vestir inteiramente de branco. Também a mobília dos hospitais é laqueada de branco. A atmosfera esterilizada dos hospitais é um contexto onde a cor branca sugere associações negativas. Fazemos automaticamente a associação de alguém gravemente enfermo com alguém deitado numa cama forrada de branco. Para tornar a atmosfera hospitalar mais amena e amigável, os quartos são pintados de amarelo-claro e de um suave tom de rosa.

Embora o branco – paredes brancas ou empapeladas na cor branca – seja a cor preferida para interiores, em quartos de hotel ela desagrada. Um aposento branco é acolhedor graças aos toques coloridos de nossos pequenos objetos pessoais. Um ambiente absolutamente branco, tão a gosto dos decoradores, logo será decorado – “arruinado”, na opinião dos designers – com a maior quantidade possível de objetos e adesivos coloridos –iniciativa de quem terá que trabalhar nele, para desse modo quebrar a esterilidade do branco.

A cor da inocência e do sacrifício

O branco é imaculado, isento dos negros pecados; branco é a cor da inocência. Para expulsar bruxas e demônios, os supersticiosos fazem oferenda dos “três presentes brancos”, em geral farinha, leite e ovos.

Nas histórias bíblicas são oferecidos principalmente pequenos animais brancos em sacrifício, para expiar as culpas humanas. O animal mais típico para ser oferecido em sacrifício é o inocente cordeiro branco. Jesus, que se sacrificou pelos pecados da humanidade, é o branco cordeiro de Deus. O cordeiro sacrificado é sempre branco, e o bode expiatório sempre preto. O lírio branco é símbolo da paz, da pureza e da inocência. O lírio branco, também chamado “flor de Nossa Senhora”, simboliza a imaculada concepção de Maria. Não por acaso é um lírio: um botão de lírio tem em sua forma e tamanho uma semelhança bastante realista com um falo. Quando o botão do lírio se abre, assemelha-se a um trompete, e segundo crenças antigas Maria teria engravidado pelas vias auditivas, quando ela ouviu a palavra divina. Quando a sexualidade é pecado, o branco é a cor da inocência.

O branco como cor de luto

O branco como cor destituída de cor – é nesse sentido que o branco é a cor do luto. O branco do luto nunca é um branco radiante, nunca em tecidos brilhantes. Quem está de luto e veste branco, veste roupas opacas. Assim como o uso de roupas pretas, o luto branco também imprime a renúncia ao cultivo da imagem por parte de quem o usa. A vestimenta de luto branca pertence à ideia religiosa da reencarnação, que não encara a morte como a despedida final do mundo. Na Ásia, onde essa crença se encontra em casa, o branco é a cor tradicional do luto.

Antigamente, também na Europa o branco estava difundido como cor de luto. Em muitas regiões, as mulheres usavam nos funerais longos panos brancos, que lhes cobriam a cabeça e o tronco. Rainhas e princesas se enlutavam trajando branco. Seu status não permitiria que usassem preto, como o comum dos mortais. Maria também, como mãe enlutada de Deus, é representada num manto branco.

A cor dos mortos, dos espíritos e dos fantasmas

Os mortos são vestidos de branco, para que vistam branco quando ressuscitarem. Pela velha tradição, branco é a cor das flores e dos círios para os mortos. Nos rostos dos mortos faltam as cores da vida – em linguagem poética dá-se a isso o nome de “Verblichene” – desvanecidos. Envoltos em suas mortalhas vagam sem descanso as almas amaldiçoadas, que não encontram paz no além. Certas dinastias principescas têm seus fantasmas particulares: entre os von Hohenzollern assombra uma “mulher branca”, uma antepassada de quem se diz ter assassinado seu marido e seu filho, e que agora anuncia a morte de outros pecadores da família.

Em algumas regiões durante a noite, pelos campos, vaga um mulher branca. É um demônio feminino da fertilidade, e caso ela se encontre com um casal de namorados locais, ela os “abençoa” – a mulher fica grávida.

O branco na política

O maior simbolismo político do branco é como cor da capitulação. Quem mostra a bandeira branca não quer mais – ou não pode mais – lutar. No dia 29 de abril de 1945, a população de Munique foi solicitada pelo rádio a dependurar lençóis de cama nas janelas para esperar em paz pelos soldados americanos, sem oferecer resistência. Esses lençóis foram as bandeiras brancas da rendição. No dia 30 de abril Hitler se suicidou. No dia 8 de maio de 1945, pendiam por toda a Alemanha lençóis nas janelas: esse foi o dia da capitulação incondicional, finalmente a Segunda Guerra Mundial havia ficado para trás.

Como cor de bandeira, o branco, a cor divina, quase sempre foi a cor da realeza, e como cor dos movimentos políticos, a cor da monarquia absolutista. O primeiro movimento cujos adeptos se autodenominaram “os brancos” surgiu em 1814 na França, após a queda de Napoleão, quando os Bourbons se propuseram a recuperar o poder. Lutaram sob uma bandeira branca com a flor-de-lis e propagaram o branco como cor da monarquia – de origem supostamente divina. Ao “terror vermelho” da Revolução sucedeu o “terror branco” da Restauração.

Na Revolução Russa, entre 1918 e 1920 batalharam entre si os “vermelhos” contra os “brancos” – os comunistas contra os adeptos do tsarismo despótico.

Eclodiu na Itália, em 1871, uma nova briga acerca da questão da divisão de poderes entre o rei e o papa. A “fração branca”, como sempre, apoiou o rei, a “porção negra” representava a religião. Assim, excepcionalmente, o papa esteve, dessa vez, do lado negro. 

A cor do design minimalista

Preto e branco são as cores preferidas dos designers técnicos, pois na qualidade de “não cores” elas não desviam a atenção da função dos aparelhos. Para os técnicos as cores são mera decoração, pois a técnica funciona também sem cores.

O estilo minimalista do desenho técnico conceitua a estética como uma libertação de todos os ornamentos, de todas as cores. Os arquitetos minimalistas criaram edifícios inteiramente brancos, por dentro e por fora, desviando toda atenção para a condução das linhas arquitetônicas – mas frequentemente dando menos atenção às necessidades dos moradores e visitantes dessas construções.

O design pós-modernista trouxe de volta as cores e a ornamentação. Cores e ornamentos são agora expressão de vitalidade e sagacidade. Contudo, o branco permanece como cor principal também no design da pós-modernidade – tendo se tornado agora a cor de fundo, sobre a qual as demais cores ganham maior destaque na expressão de sua beleza.

E, no entanto, todas as cores ganham maior luminosidade sobre o preto do que sobre o branco, razão pela qual os designers preferem apresentar seus projetos sobre um fundo preto → Fig. 58. Mas para todas as grandes superfícies, assim como para cores de interiores, o preto não é apropriado, pois com sua força ele não dá destaque às demais cores, e sim as abate.

Todo estilo que se torne aceito em amplos círculos nasce de algum tipo de necessidade verdadeira. Somente então é possível se perceber um estilo não como alguma coisa imposta, mas como algo contemporâneo, que tem sua razão de ser. O branco não é uma cor da moda – é uma cor moderna.

O perfume mais vendido do mundo, o Chanel n° 5, é vendido desde 1920 numa embalagem branca escrita em preto, e seu único adorno são os cantos pretos da embalagem branca → Fig. 59. Essa simplicidade transmite a impressão de que o Chanel n° 5 é o perfume dos perfumes, totalmente atemporal. O que ele parece ser também.

Símbolos de status: colarinhos e coletes brancos

A cor da camisa que um homem usava no trabalho, antigamente, servia como indicador de seu status profissional. Operários vestiam camisas azuis ou cinzentas. Numa camisa branca podia-se reconhecer os de status mais elevado, aqueles que não precisavam se sujar para fazer seu trabalho. A cor da gola da camisa, nos Estados Unidos e na Inglaterra, tornou-se um conceito de classes sociais: os operários são os trabalhadores de “colarinho azul”, cujo trabalho envolve o uso de força física; os de “colarinho branco” são os profissionais assalariados, que ocupam cargos burocráticos ou administrativos. Nos primeiros anos da IBM, os profissionais assalariados se comprometiam, por contrato, a usar sempre uma camisa branca. Somente a partir de 1970 as camisas masculinas coloridas começaram a ser aceitas no círculo dos funcionários assalariados da área burocrático-administrativa; e somente a partir dos anos 1990 essa aceitação se alastrou para a gerência e cargos diretivos.

As camisas brancas, impecáveis, de uso diário, eram um símbolo de status, uma vez que não existiam máquinas de lavar nem tecidos de fácil manuseio. Antigamente, as camisas tinham colarinhos e punhos destacáveis, que se prendiam e soltavam por botões, de tal modo que era desnecessário lavar e passar a camisa toda. As práticas donas de casa recobriam todas as marcas de sujeira com giz.

Para que o branco permanecesse branco, as roupas eram alvejadas colocando-as sobre a grama. A grama alveja, pois desprende oxigênio; quando expostas ao sol e ao ar, as cores desbotam; é nisso que consiste o “branqueamento”. Hoje, o peróxido de hidrogênio é utilizado como alvejante.
Os tecidos sintéticos são ainda mais brancos; porém todas as fibras sintéticas são, em seu estado original, cinza. Elas são tingidas com tintas brancas brilhantes. Entretanto, conforme vão sendo lavados, esses tecidos sintéticos vão amarelando. Não há como alvejá-los. Os alvejantes iriam danificar os corantes brancos. Foram desenvolvidos detergentes especiais para os tecidos sintéticos, que contêm partículas fluorescentes, tornando o branco mais brilhante: são os “agentes clareadores”.
Ainda hoje, a camisa elegante é a camisa branca. E quanto mais alta a posição profissional, mais conservador é o traje. Daí o conceito de “crime de colarinho branco” para as ações fraudulentas dentro das comunidades empresariais, para crimes “limpos”, em que não há derramamento de sangue. Trata-se, na maior parte, de dinheiro não declarado, que percorre canais obscuros em “caixas negras”; mas quando a ação é atingida pela luz da notoriedade, o dinheiro está “lavado” e os envolvidos, em sua maioria, estão “limpos”.
O proverbial “colete branco” é símbolo de comportamento impecável – pelo menos pela impossibilidade de se comprovar o contrário. Aqui, o simbólico conta com uma tradição ainda mais antiga: em Roma, aqueles que concorriam a algum cargo político tinham que se dispor a responder às perguntas que o público lhes fazia; nessas apresentações, todos os concorrentes deveriam vestir uma toga branca. Em latim, um branco radiante é chamado de “candidus”. Os concorrentes a cargos públicos são chamados, hoje em dia, de “candidatos”. 

Que traje veste a noiva?

O vestido de casamento branco, com véu e grinalda, nada tem de tradicional. A moda da vestimenta branca para as noivas só surgiu no século XIX.

O que as noivas usavam antes? Elas usavam seu melhor vestido, não havia uma moda para noivas. Contudo, existiam as noivas ricas que se casavam de branco, como Maria de Médici, que se casou com Henrique IV em 1600. Cronistas descreveram seu vestido como sendo de seda branca, adornada com ouro e pedras preciosas, além de uma cauda dourada. Mas não foi Maria de Médici quem lançou a moda do casamento com a noiva usando branco – outros cronistas relataram que ela teria se casado vestida de dourado, já que não se podia mais ver a seda branca por debaixo daquele ouro todo. Apesar de todo esse esplendor, esses vestidos não eram verdadeiramente vestidos de casamento. Pois havia anos que não existia uma cor determinada para os vestidos de casamento, nenhum estilo predeterminado, não existia nem mesmo a ideia de um vestido de casamento.

Na peça Romeu e Julieta, de Shakespeare (1597), a condessa Júlia Capuleto deveria se casar, conforme o desejo de seus pais, com o conde Paris. Júlia tinha então catorze anos, que era, em sua época, uma idade apropriada para se casar. Estava tudo preparado, fazia tempo, para uma grande festa; já estavam contratados os vinte melhores cozinheiros de país… porém, na noite anterior à boda, a mãe de Julieta pergunta que vestido irá trajar a noiva. Julieta examina com sua criada os baús e escolhe um vestido, que não é descrito. A questão está resolvida. A condessa Júlia não vestiria nenhuma roupa nova – isso não fazia parte dos costumes daquela época.

Em As núpcias dos Arnolfini,9 pintado em 1434 por Jan van Eyck, pode se ver como as bodas eram celebradas naquele tempo. O quadro não é apenas famoso como ponto alto da arte, mas também porque é uma das primeiras telas a mostrar, em vez de santos, pessoas verdadeiras numa situação real. Também o colorido não é mais simbólico, e sim realístico. A senhora Arnolfini casou-se vestida com um vestido pomposo, de um verde luminoso. O casal fizera seus votos em casa, o que era bem comum naquele tempo, bastava uma testemunha. A testemunha desse casamento foi o pintor, conforme consta numa inscrição do quadro, que não era para servir apenas como uma recordação da boda – era, mais propriamente, uma ata do casamento. O casamento era então algo muito semelhante a um negócio, um negócio que só podia ser importante para quem tinha dinheiro; nele contavam os direitos hereditários, refletidos no quadro com claro simbolismo: o noivo dá à noiva não a mão direita, mas a esquerda – e os espectadores do quadro ficavam assim sabendo que se tratava de um “casamento de mão esquerda”, o que significava que a noiva renunciava a seus direitos hereditários, supõe-se que em favor dos filhos de um casamento anterior do senhor Arnolfini, bem mais velho que ela. A muito jovem noiva (Giovanna Cenami) estava visivelmente grávida, o que não significava à época nenhum desdouro; ao contrário, o fato excluía o risco de um casamento estéril; além disso, o casamento virginal não era ainda um ideal. Surpreendentemente, os historiadores da arte não se cansam de afirmar que a noiva não estava grávida, mas que apenas seguia a moda da época, segundo a qual o ideal de beleza era encarnado pelas mulheres cujo ventre estivesse dilatado. Porém há muitos dados que comprovam a tese da gravidez: a noiva apoia uma mão sobre seu ventre, gesto típico das mulheres grávidas, que na pintura também simboliza a gravidez. E principalmente: qualquer observador da época poderia reconhecer que a noiva não era virgem, pois o fato era revelado por seu penteado. As mulheres casadas à época usavam os cabelos recolhidos e, em locais públicos, sempre recobertos por uma espécie de véu, amarrado como se fosse um gorro. Nas pinturas religiosas, ao contrário, reconhece-se sempre a virgem por seus cabelos soltos, que era o próprio para elas. A senhora Arnolfini, contudo, cobre seus cabelos, com um penteado especial, próprio das mulheres casadas: recolhido para a direita e para a esquerda, como que formando dois chifres – os dois chifres do diabo, que deveriam afugentar os ciúmes das esposas. Acontece que os observadores de hoje percebem uma noiva grávida como inadequada e acreditam que naqueles tempos, quando a moral era ainda mais estrita, teria sido absolutamente impossível se elaborar a pintura de uma noiva grávida. A história resolve a questão: quando essa tela foi pintada, o casamento religioso, realizado na igreja, não existia ainda – uma realidade difícil de se representar hoje em dia.
“O casamento é um negócio mundano”, declarou Lutero, querendo com isso dizer que casamento e Igreja nada tinham a ver um com o outro. Na Igreja Católica existem sete sacramentos, ou ações, que infundem a graça divina, e o matrimônio é um deles – mas diferentemente das ações do batismo, da comunhão, da eucaristia ou ordenação sacerdotal, o matrimônio não é outorgado pela Igreja; os contraentes simplesmente se comprometem a levar uma vida que agrade a Deus (na Igreja Evangélica, apenas o batismo e a eucaristia são sacramentos). Como a Igreja não realizava casamentos, era indiferente o fato de a noiva estar grávida ou não.
A influência da Igreja nas bodas começou com o concílio de Trento (1545-1563). Foi então que se decidiu que todo casamento deveria se realizar diante de um pároco. Mas a cerimônia não acontecia no interior da  reconhecer que a noiva não era virgem, pois o fato era revelado por seu penteado. As mulheres casadas à época usavam os cabelos recolhidos e, em locais públicos, sempre recobertos por uma espécie de véu, amarrado como se fosse um gorro. Nas pinturas religiosas, ao contrário, reconhece-se sempre a virgem por seus cabelos soltos, que era o próprio para elas. A senhora Arnolfini, contudo, cobre seus cabelos, com um penteado especial, próprio das mulheres casadas: recolhido para a direita e para a esquerda, como que formando dois chifres – os dois chifres do diabo, que deveriam afugentar os ciúmes das esposas. Acontece que os observadores de hoje percebem uma noiva grávida como inadequada e acreditam que naqueles tempos, quando a moral era ainda mais estrita, teria sido absolutamente impossível se elaborar a pintura de uma noiva grávida. A história resolve a questão: quando essa tela foi pintada, o casamento religioso, realizado na igreja, não existia ainda – uma realidade difícil de se representar hoje em dia.
“O casamento é um negócio mundano”, declarou Lutero, querendo com isso dizer que casamento e Igreja nada tinham a ver um com o outro. Na Igreja Católica existem sete sacramentos, ou ações, que infundem a graça divina, e o matrimônio é um deles – mas diferentemente das ações do batismo, da comunhão, da eucaristia ou ordenação sacerdotal, o matrimônio não é outorgado pela Igreja; os contraentes simplesmente se comprometem a levar uma vida que agrade a Deus (na Igreja Evangélica, apenas o batismo e a eucaristia são sacramentos). Como a Igreja não realizava casamentos, era indiferente o fato de a noiva estar grávida ou não.
A influência da Igreja nas bodas começou com o concílio de Trento (1545-1563). Foi então que se decidiu que todo casamento deveria se realizar diante de um pároco. Mas a cerimônia não acontecia no interior da fiação em seu país, que lutava contra a concorrência francesa. O desejo da rainha acertou o alvo, seu véu de noiva causou furor. Dali em diante, a rainha Vitória passou a usar sempre uma pequena touca, que dava a aparência de ser um tecido que ela amarrava em sua cabeça.
Quando, em 1853, o imperador Napoleão III se casou, sua noiva, Eugênia, também usou um pequeno véu branco. A elegantíssima Eugênia escolheu para seu véu de noiva um material fora do comum: veludo branco.
Naqueles tempos, as noivas reais exerciam uma influência muito mais forte sobre a moda do que o fazem hoje. Porém, a nova preferência pelo traje de noiva branco também era expressão do espírito da época. Em 1808, Jacquard colocou no mercado o primeiro tear, o que barateou muito os tecidos. As máquinas de costura existem desde 1830. A partir de então, muitas mulheres podiam, com um vestido de noiva branco, realizar seu sonho de ser princesa, pelo menos por um dia.
Porém, a maioria das mulheres são mais práticas do que se imagina. Em velhas fotos de casamento, pode-se ver que, até cerca de 1950, a maioria das noivas manteve o hábito mais prático dos vestidos de seda preta, que posteriormente poderiam vir a ser usados em inúmeras ocasiões – sobre eles, para se casar, elas usavam um véu branco. Embora os vestidos de noiva venham se tornando cada vez mais acessíveis, muitas noivas, até os dias de hoje, abrem mão do sonho de se casar vestidas de branco.

Regras para cores e vestidos, para a noiva e os convidados

Um vestido branco espetacular, em tecido brilhante, bordado ou enfeitado com rendas, de cintura justa e saia longa até os pés, e sobre ele um véu – esse é o vestido de noiva clássico, tradicional. O branco puro simboliza a virgindade da noiva, ainda que hoje em dia sejam poucas as mulheres que deem importância ao fato de parecer terem chegado virgens ao casamento. Por isso, algumas delas renunciam ao branco puro e preferem o creme. A princesa Diana usou um vestido creme. Seu casamento se realizou em 1981, e a imprensa considerou aquela cor como seu reconhecimento público de não haver chegado virgem ao casamento. Esses matizes já não causam efeito algum na moral pública, muito menos em casos de noivas que não pertencem à realeza.

Porém, ainda existem leis não escritas, pelas quais algumas noivas devam escolher uma determinada cor e não outra. Por exemplo, muito poucas mulheres separadas voltam a usar branco e véu ao contraírem um outro casamento. E para muitos, uma noiva visivelmente grávida vestindo branco é, mesmo se estiver se casando pela primeira vez, uma imagem que vai contra os bons costumes.

Muitos são da opinião de que um vestido de noiva requintado, com véu, só se justifica em casamentos religiosos, pois é somente o ambiente da igreja que é capaz de legitimar a pompa da vestimenta.

Em virtude de que a moda para noivas, como nenhuma outra, é dirigida para mulheres jovens, quando a mulher já atingiu uma certa idade, em que a experiência é mais importante do que as expectativas, o traje branco de noiva faz com que pareçam mais merecedoras de compaixão do que comovedoramente inexperientes. Essa limitação é aplicável apenas ao vestido branco pomposo, pois um simples vestido branco se adapta a qualquer idade, inclusive a uma octogenária que esteja se casando pela quinta vez.
Quem não desejar ou achar que não deve se casar de branco pode, contudo, usar um vestido de noiva pomposo – por exemplo, num apaixonado tom de vermelho, ou num celestial tom de azul, ou estampado de rosas, ou dourado, e sobre ele usar um véu da mesma cor. Um véu colorido não está impregnado de simbologia cristã, será apenas um acessório da moda, que pode ser usado por qualquer mulher. Em todos os desfiles da alta costura, costuma-se mostrar ao final um pomposo vestido de noiva, e todos os designers gostam de apresentar vestidos de noiva em colorações criativas.
Existe apenas uma regra que toda noiva deve observar: ela deverá estar mais luxuosamente vestida do que seus convidados!
Para todas as outras festividades vale o contrário: o anfitrião e a anfitriã devem estar mais simplesmente vestidos do que seus convidados. Principalmente quando irão receber em suas casas. Se se disser a seus convidados para virem em trajes de lazer, e no entanto os anfitriões se vestirem com trajes de festa, não deverão estranhar que seus convidados não se sintam à vontade e que se retirem assim que possível. Se uma anfitriã desejar usar numa festa um vestido longo de noite, ela deverá avisar a seus convidados que todos deverão comparecer em vestidos longos de festa e smokings. E os convidados irão se orientar por esse comunicado – caso não desejem se sentir desconfortáveis em meio às demais pessoas que ali estarão.

Num casamento, tudo estará direcionado para a noiva. Hoje em dia, muitas noivas querem que seu traje permaneça em segredo até o dia do casamento. Contudo, o noivo precisa saber que grau de luxo terá o vestido que ela irá usar. Um terno cinza ou azul-escuro com gravata só se harmonizará com um vestido simples ou um vestido branco curto. Porém, ao lado de uma noiva luxuosamente vestida, o noivo deverá usar um traje preto de tecido ligeiramente brilhante – e em nenhum caso usar smoking, que é um traje que só se usa à noite.
Tanto na cerimônia religiosa como na civil, os convidados devem se vestir com trajes elegantes para o dia. Trajes de festa, brilhantes, não serão mal recebidos, mas também não são os mais adquados. Os cavalheiros deverão usar uma roupa para o dia, com uma gravata a seu gosto. Se os noivos querem outro tipo de roupa para seus convidados, devem fazer com que saibam com antecedência. O traje informal jamais é adequado para casamento. Quem for da opinião de que um casamento não é mais importante do que uma compra no supermercado, de preferência não deverá frequentar casamentos.
Uma particularidade dos casamentos mais elegantes é que na cerimônia o noivo, e apenas o noivo, vestirá um fraque cinza claro com gravata, o chamado morning suit – terno para o dia. Os demais cavalheiros usarão trajes escuros. Olhando com atenção para fotografias de casamentos da nobreza, a muitos parecerá que o noivo talvez esteja vestido com excessiva simplicidade em seu traje cinzento – porém esquecem que o morning suit é, na realidade, um fraque.
Na maioria dos casamentos, na parte da tarde haverá uma festa. A noiva deverá então deixar de lado todo seu segredo e anunciar se irá se apresentar com traje longo ou curto. Se for curto, nenhuma das convidadas poderá usar traje longo, para não roubar a atenção. Se se espera que a noiva irá vestir um traje simples, nenhuma das convidadas poderá usar nada de muito chamativo. A roupa da noiva, nessa ocasião, deverá ser a mais formosa de todas.
Em 1998, quando a princesa Gabriela de Leinigen contraiu segundas núpcias com Aga Khan, encomendou do estilista parisiense Christian Lacroix um vestido de noiva e um vestido de festa. Porém não informou que esse vestido seria para seu casamento, e sim para comparecer ao casamento de uma amiga. Como era seu segundo casamento, não quis saber de vestido branco, porém entre seus convidados ricos e nobres, tinha que ser ela a vestir o traje mais suntuoso, razão pela qual pediu a Lacroix luxuosos bordados e rendas. Porém o modista, que de nada suspeitava, lhe disse que isso seria inadequado, pois dessa maneira ela iria chamar mais atenção do que a noiva.
Antes de tudo, as convidadas para um casamento devem ter em vista que existe para elas uma cor proibida – o branco. Mesmo se a noiva for se casar vestida de vermelho ou de azul, como convidada de um casamento jamais se usa branco. Caso contrário se passa a impressão de querer parecer a noiva. Naturalmente que se pode usar uma blusa branca ou um vestido em padronagem branca. Porém cabe à noiva – e a ela somente – o privilégio de poder usar um traje – ou um chapéu – inteiramente branco.

Referência

Heller, Eva. A psicologia das cores:como as cores afetam a emoção e a razão. 1 ed.  São Paulo:Gustavo Gili. 2013.

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Crianças psicotapas

Existem muitos estudos sobre a psicopatia estar intrínseco no indivíduo desde o nascimento ou se durante algum processo traumático é desencadeado o distúrbio, porém uma coisa é fato existem crianças que cometem crimes com características psicopatas.  E esse post irá trazer alguns casos verídicos sobre essas crianças.

O distúrbio psicopático em grande parte dos casos tem origem em abusos ou maus tratos sofridos durante a infância. Segundo o psiquiatra Fábio Barbirato traços de psicopatia podem ser constatados a partir dos três anos de idade; em paralelo existe o estudo da
professora Essi Viding que afirma a origem genética da doença psicológica, onde há
uma certa fragilidade da criança que pode demonstrar a personalidade psicótica. Geralmente os pequenos psicopatas têm idade entre cinco e sete anos e possuem
incapacidade de sentir empatia, apresentam mau comportamento e egocentrismo
exacerbado, chantageiam e manipulam emocionalmente.

Para os que pensam que essa realidade está muito distante, há casos relatados em alguns estados do Brasil, porém não são muito divulgados por não apresentarem um indício de psicopatia. É necessário distinguir a maldade típica da idade de distúrbios, lembrando que só é um transtorno quando aumenta o nível de acordo com o aumento das ocorrências. O principal obstáculo para o tratamento é o senso comum que faz com que as pessoas não enxerguem problemas nas crianças, como é visto nas frases corriqueiras “criança não mente” ou até “criança não tem maldade”. E o ápice desse tabu é a cegueira seletiva, onde tanto os pais quanto os profissionais buscam encontrar justificativas para os atos em outros transtornos. Já de acordo com a Associação Americana de Psiquiatria, antes dos 18 anos não é possível uma criança ser chamada de psicopata, pois sua
personalidade ainda não está totalmente formada, isto é, essa mesma criança que
apresenta algum tipo de transtorno pode e deve, desde o princípio ser acompanhada
e tratada. Com o tratamento correto, muitas crianças podem ser reinseridas na
sociedade.

O TEXTO ABAIXO CONTÉM RELATOS FORTES DE CONOTAÇÃO VIOLENTA. 

Alguns casos

Jon Venables e Robert Thompson.

Duas crianças de apenas 10 anos foram condenados por matar brutalmente um menino, James Bulger,  de dois anos em 1993.  A mãe de James foi ao shopping com ele, entrou em uma loja e se distraiu. Jon e Robert viram o menino brincando sozinho e o atraem como se fossem amigos. Venables e Thompson levaram James até um canal a 4 quilômetros do shopping. Lá, os meninos o empurraram no chão. James machucou a cabeça e o rosto. Continuaram andando pela cidade até chegar a estação de trem Walton & Anfield que estava em desuso. Ali torturaram James.

Jogaram tinta azul, roubada de uma loja no caminho, nos olhos de James, chutaram-no, bateram-no e ainda jogaram pedras e tijolos no menino. Pilhas foram encontradas em sua boca. Venables e Thompson atiraram uma barra de ferro de aproximadamente 10 quilos sobre sua cabeça. No total foram 42 lesões e eram tantas, que nenhuma pode ser constatada como a fatal. Amarraram o corpo de James no trilho de trem próximo para tentar fazer parecer um acidente. Quando o trem passou, seu corpo foi cortado ao meio. Dois dias depois, seu corpo foi encontrado por crianças que brincavam por ali. Os suspeitos foram presos após Venables ser reconhecido por uma mulher.

Eles foram os assassinos mais jovens da história a serem condenados. A pena era de que eles ficariam presos até a maioridade e depois seriam soltos com novas identidades, assim como suas famílias. Quando completaram 18 anos, o governo lhes concedeu nova identidade e nova moradia. Pouco se sabe deles desde então. Apenas que Venables teve problemas com a justiça sob denúncia de pornografia infantil.

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Mary Flora Bell

Um dia antes de completar onze anos, Mary cometeu seu primeiro assassinato, pouco tempo depois matou novamente. Suas vítimas foram dois menininhos, Martin Brown de 4 anos e Brian Howe de 3 anos. Houve outras acusações de tentativas de estrangulamento dela contra quatro meninas.

Mary Flora Bell nasceu em 26 de maio de 1967, em Newcastle Upon Tyne – Scotswood, Inglaterra. Nascida em um lar completamente desestruturado, era filha ilegítima de Beth Bell, uma prostituta de 17 anos de idade e mentalmente perturbada. Além de ser ausente. Bell nunca chegou a conhecer seu pai. Mary e seus irmãos tratavam o padrasto Billy Bell, como tio, pois assim a mãe dela receberia auxílio do governo.
Durante a infância, Mary era constantemente humilhada pela mãe devido ao fato de urinar na cama. Betty esfregava o rosto da filha na urina e pendurava o colchão molhado no lado de fora da casa para todos verem. Beth também levou a filha para uma agência de adoção, mas não conseguiu que a filha fosse adotada. Beth aplicava castigos severos na filha; nas inúmeras tentativas de se livrar de Mary, entupiu a menina de remédios fazendo com que Mary fosse parar no hospital para fazer uma lavagem de estômago. O mais perturbador para Mary era quando Beth permitia – forneceu o consentimento – que ela fosse abusada sexualmente, sendo forçada a participar dos jogos sexuais da sua mãe com os clientes diversas vezes. Isso tudo antes dela completar 5 anos de idade!
Com isso, Mary desenvolveu seu passatempo favorito: maltratar animais. Além disso, ela adorava destruir suas bonequinhas e não chorava quando se machucava. Aos 4 anos tentou matar um coleguinha enforcado, e aos 5 presenciou sem nenhum tipo de emoção o atropelamento de um outro amiguinho. Depois que aprendeu a ler ficou incontrolável. Pichava paredes, incendiou a casa onde morava e torturava animais com maior frequência.
Em maio de 1968, dois meninos procuravam pedaços de madeira em uma casa em ruínas, quando se depararam com um cadáver de um menino louro; o menino era Martin George Brown de 4 anos. Ele estava deitado próximo a uma janela, com sangue e saliva escorrendo pelo rosto, os meninos alertaram os operários de uma construção perto dali; um dos operários tentou reanimar a criança, mas o menino já estava morto.  A polícia chegou ao local, e viu que Martin havia sofrido várias lesões na cabeça e não havia sinais de violência. A polícia acreditou que a causa da morte fora acidente e o caso permaneceu em aberto. A população exigiu das autoridades que se tomassem medidas para o perigo representado pelos prédios abandonados.
A segunda vítima foi Brian, ele tinha ido brincara e não voltou para casa, sua irmã Path Howe foi procurá-lo e Mary se ofereceu para ajudar, mas na verdade ela já havia matado o garoto e conduziu Path ao local. Bell estrangulou até a morte Brian Howe, de 3 anos. Além de estrangulá-lo, a pequena Mary Bell ainda fez cortes em suas pernas e furou seu abdômen marcando um M. O corpo do menino estava coberto de grama, e uma tesoura foi encontrada ao lado do corpo.
No verão de 1968 a polícia começou a interrogar os moradores de Scots Wood, principalmente as crianças. No total, mais de 1200 crianças foram ouvidas. A primeira criança a ser interrogada foi Norma, uma amiga de Mary que teve participação no crime. Inicialmente ela mentiu, dizendo que viu um menino agredindo Brian, Mary informou a mesma coisa ao ser interrogada.  Antes do enterro de Brian, os policiais interrogaram Norma novamente; dessa vez ela entregou Mary, dizendo que ela havia matado Brian e que levou ela e Pat para o local do crime.
O veredito saiu em 17 de Dezembro de 1968: Norma foi inocentada de todas as acusações; Mary Bell, culpada foi condenada por assassinato em função de redução de responsabilidade. Mary Flora Bell foi enviada para a Red Bank Special Unit, uma clínica altamente segura e de certa forma confortável.
 O tempo passou, e após muitos tratamentos e avaliações ela foi liberada em 14 de maio de  1980, com 23 anos. Casou e engravidou; e devido ao seu passado teve que lutar pelo direito de criar sua filha, que nasceu em 1984. Ela tem sua nova identidade e endereço mantidos sob sigilo pela “Ordem Mary Bell”, uma Lei criada em 21 de maio de 2003 na Inglaterra que protege a identidade de qualquer criança envolvida em procedimentos legais.
23.mary
Cristian Fernandez
Foi acusado de ter matado por espancamento seu meio-irmão David, de 2 anos, e de ter atacado sexualmente seu outro meio-irmão, um menino de 5 anos em 2011. O caso chamou atenção não apenas pela idade de Cristian, mas também pelo passado de abusos e de violência a que o próprio acusado foi submetido no ambiente familiar ao longo de sua vida e por ser julgado como se fosse maior de idade por um tribunal do distrito de Duval County.

Cristian nasceu marcado pela violência. Sua mãe, Bianella Susana, deu à luz o menino quando tinha apenas 12 anos. O pai de Cristian foi condenado a 10 anos de prisão por ter estuprado a, então, pré-adolescente. Quando tinha dois anos de idade, o menino foi encontrado vagando de madrugada pelas ruas do sul da Flórida, despido e mal cuidado. A avó, que era a responsável pelo menino, estava trancada havia horas no quarto de um hotel de estrada, em uma maratona de uso de drogas.

Alguns anos mais tarde, em 2007, o Departamento de Crianças e Famílias da Flórida investigou uma alegação de que Cristian havia sido abusado sexualmente por um primo. O menino também começou a dar sinais de distúrbio de comportamento, com um histórico de relatos às autoridades locais de que ele havia matado um filhote de gato, além de ter simulado atos sexuais e se masturbado na escola. Mesmo assim, Cristian apresentava um excelente desempenho acadêmico.

Em 2010, foi constatado que o menino vivia novamente em um ambiente violento. O marido de Bianella deu um soco no olho de Cristian, fazendo com que sua escola o encaminhasse a um hospital.  Ao chegar à residência da família, em um subúrbio de Miami, para investigar a agressão a Cristian, a polícia encontrou o padastro do menino morto. A causa da morte indicava suicídio com arma de fogo.

A morte de David, o irmão mais novo de Cristian, aconteceu em 2011. Biannela, de 25 anos, deixou os filhos em casa sozinhos, e quando voltou David já estava inconsciente, na sala, arremessado contra uma estante de livros. Ele sofreu fratura no crânio, hematomas no olho e sangramento no cérebro. Biannella admitiu depois que, antes de chamar a polícia, procurou durante quatro horas na internet informações sobre concussões em crianças.

Cristian foi condenado a prisão perpetua pela morte de David e pelo abuso sexual do meio-irmão. Ele foi a pessoa mais nova a ser condenada, na época ele tinha 13 anos. Os advogados de defesa ainda tentam reverter a decisão, visto que o Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu que é inconstitucional que adolescentes infratores sejam condenados à prisão perpétua.

 

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Trouxe três casos para o post não ficar enorme, mas lá embaixo vocês podem ter acesso a mais informações. Podemos observar nos casos acima que as crianças que cometeram algum tipo de crime sofreram certos tipos de trauma e/ou abuso mas, não existe nenhuma comprovação 100% científica de que os crimes cometidos são consequência de traumas e abusos sofridos. Alguns estudiosos acham que é genético, outros acreditam que a personalidade da criança está formada( essa teoria é baseada nos crimes premeditados) e que devem ser julgadas com o mesmo rigor da lei se fosse para um adulto.

Referência

Caso Mary Bell. Disponível em:>https://psicologia-forense.blogspot.com.br/2012/11/caso-mary-bell.html<. Acesso em: 09.Abr. 2018.

Menino de 13 anos é julgado nos EUA por matar irmão caçula e abusar sexualmente do irmão de 5 anos. Disponível em:>https://extra.globo.com/noticias/mundo/menino-de-13-anos-julgado-nos-eua-por-matar-irmao-cacula-abusar-sexualmente-do-irmao-de-5-anos-6117478.html<. Acesso em: 09.Abr. 2018.

Menor que matou irmão de 2 anos gera debate sobre Justiça nos EUA. Disponível em:>http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/09/caso-de-menor-que-matou-irmao-de-2-anos-gera-debate-sobre-justica-nos-eua.html<. Acesso em: 09.Abr. 2018

O assassinato de James Bulger por dois garotos de 10 anos. Disponível em:>https://maringapost.com.br/ahduvido/o-assassinato-de-james-bulger-por-dois-garotos-de-10-anos/<. Acesso em: 09.Abr. 2018.

Pra saber mais: crianças psicopatas. Disponível em:>http://oaprendizverde.com.br/2012/10/11/pra-saber-mais-criancas-psicopatas/<. Acesso em: 09.Abr. 2018.

Psicologia jurídica e a compreensão da psicopatia infantil. Disponível em:>http://www.santacruz.br/ojs/index.php/JICEX/article/view/952<. Acesso em: 09. Abr. 2018.

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