Top 20 piores seriais Killers: 6 Mary Ann Cotton

Se você pensa que o primeiro serial killer britânico foi um homem, está muito enganado. Vinte anos antes de Jack estripador, Mary já tocava o terror. Estima-se que ela tenha sido responsável por 21 mortes através de envenenamento por arsênico. Na lista de vítimas constam seus três(de cinco) maridos, sua mãe, pelo menos um de seus amantes e 11 crianças entre seus próprios filhos e enteados.

Mary Ann nasceu em outubro de 1932 em Low Moorsley (atualmente chamada de Sunderland), Inglaterra. Aos 8 anos sua família se mudou para uma aldeia  para de Durham County Murton, seu pai era mineiro e em um dos seus trabalhos ele caiu em uma mina que estava sendo escavada e morreu. Passado alguns anos a mãe de Marry se casou novamente, mas Marry não gostava do padastro.  Na idade de 16 anos, ela se mudou para tornar-se uma enfermeira domiciliar na casa de Edward Potter na aldeia vizinha de South Hetton. Depois de três anos lá, ela voltou para a casa de sua mãe com conhecimentos de costura.

Com 20 anos, Marry Ann se casou com William Mowbray , um minerador. Com ele, teve cinco filhos e todos eles morreram, alguns de febre gástrica e outros não foi informado. Depois desses acontecimentos, William começou a trabalhar como capataz e depois como bombeiro a bordo de um navio a vapor. Ele morreu de uma doença intestinal em janeiro de 1865. A vida de William estava segurada pela British and Prudential Insurance e Mary Ann coletou o pagamento de £ 35 por sua morte, o equivalente a cerca de metade do salário anual de um trabalhador braçal na época.

Com a morte de William, Mary se mudou para Seahan Harbour, Condado de Durham, começou um novo relacionamento com Joseph Nattrass, mas não deu certo pois o cara tinha outra mulher. Ela retornou à Sunderland e arranjou um emprego numa Enfermaria de Sunderland, na Casa de Recuperação e Cura de Febres Contagiosas dum posto de saúde da Humane Society.   Na enfermaria ela conheceu George Ward, e em agosto de 1865 se casaram.  Ele continuou a sofrer problemas de saúde, e morreu em outubro de 1866 após uma longa doença caracterizada por paralisia e problemas intestinais.  Mary também sacou o dinheiro do seguro de vida do segundo esposo.

James Robinson foi o terceiro esposo de Mary Ann. James havia perdido a esposa e contratou Mary para ser a  governanta da casa em novembro de 1866. Ele tinha um filho que morreu  de febre gástrica um mês depois da contratação de Mary. Ela de forma empática foi solidária e consolou(tudo armação) James, eles acabaram tendo relações sexuais, resultando em uma gravidez. Nesse meio tempo a mãe de Mary ficou doente e ela viajou para vê-la, embora a mãe estivesse com um quadro de saúde melhor, após a chegada da filha ela voltou a piorar, porém com sintomas diferentes, sendo ele dor no estômago. Nove dias depois da chegada de Mary Ann, sua mãe morreu. Com isso a filha que restou do primeiro casamento que vivia com a vó, teve que voltar com Mary, também começou a sentir muitas dores no estômago e morreu. O mesmo aconteceu aos dois filhos de James. As três crianças foram enterradas em Abril de 1867.

Quatro meses após o enterro, James e Mary se casaram. Em Novembro nasceu a filha do casal Mary Isabela, que ficou doente devido a fortes dores no estômago e em 1868 veio a óbito. Mostrando se preocupada com esse surto de doença no estômago, Mary começou a insistir que James fizesse um seguro de vida, por tanta insistência dela, ele começou a desconfiar. Acabou descobrindo que ela tinha uma dívida de £60 e tinha desfalcado mais de £50 que ela deveria ter colocado no banco. A gota d’água foi quando ele descobriu que ela tinha forçado seus filhos a fazer seus trabalhos domésticos. Ele separou-se dela.

Endividada, separada, em situação de rua e sem filhos, Mary foi em busca de um novo esposo. E ele veio através de uma amiga chamada Margareth Cotton que apresentou seu irmão Frederick, um viúvo vivendo em Walbottle, Northumberland, que havia perdido dois de seus quatro filhos. Margareth virou uma tia/babá para seus sobrinhos, porém em março de 1870, ela morreu com uma doença estomacal. Como Mary Ann era amiga de Margareth e conhecia Frederick, se ofereceu para ficar no lugar da amiga, ficou próxima do viúvo e logo conseguiu o que queria, ficar grávida. Em setembro do mesmo ano eles se casaram, em 1871 nasceu Robert, fruto do relacionamento deles. Mary descobriu que Joseph(seu antigo crush) estava morando em uma aldeia próxima e não estava mais casado, voltou a se relacionar com ele e convenceu toda família a se mudar para essa aldeia. Frederick  também foi tomado por uma doença intestinal e morreu em março de 1872. Seu filho morreu logo em seguida com os mesmos sintomas. O seguro de vida foi retirado,

Com a “morte” do esposo, Mary convidou Joseph a morar na casa dela. Ela arranjou um emprego como enfermeira para um oficial da reserva que estava se recuperando de varíola, John Quick-Manning. Logo ela ficou grávida dele(também). Então, Nattrass ficou doente com febre gástrica e morreu – apenas depois de revisar seu testamento em favor de Mary Ann.

Um certo dia, Mary foi convidada por um funcionário da paróquia, Thomas Riley, para ajudar a cuidar de uma mulher que estava doente com varíola. Ela reclamava que o último filho de Cotton, estava a caminho da cidade e perguntou a Riley se ele poderia ser enviado ao Workhouse. Riley, que também trabalhava como médico legista assistente em West Auckland, disse que ela teria que acompanhá-lo. Mary informou que o menino estava muito doente e durante a conversa disse: “ele não vai ser um incomodo por muito tempo. Logo vai seguir o destino da família Cotton.” Passado cinco dias, Mary informou a Riley que o menino havia morrido. Riley foi à polícia da vila e convenceu o médico a estender o prazo de entrega do atestado de óbito até que as circunstâncias da morte pudessem ser investigados.

O primeiro local onde Mary Ann foi após a morte de Charles não foi o médico, mas sim o serviço de seguro. Lá, ela descobriu que nenhum dinheiro seria pago até que uma certidão de óbito fosse emitida. Um inquérito foi realizado e acabou sendo concluído com morte por causas naturais. Mary Ann alegou ter usado araruta para aliviar a doença do afilhado e disse que Riley havia feito acusações falsas contra ela, pois ela havia rejeitado seus pedidos de casamento. Por seu um local pequeno e sem muitas novidades, os jornalistas se interessaram pela história e começaram a pesquisar sobre Mary Ann, descobriram que ela  tinha vindo do norte da Inglaterra e que tinha perdido três maridos, um amante, um amigo, sua mãe, e uma dezena de crianças, tendo todos os eles morrido de febres de estômago.

Essa pesquisa rendeu uma investigação forense, o médico que atendeu Charles tinha guardado amostras, e estas testaram positivo para o arsênio. Ele foi à polícia, que prendeu Mary Ann e ordenou a exumação do corpo de Charles, e ela foi acusada de seu assassinato. O julgamento de Mary ocorreu em cinco de março de 1873, ela foi condenada ao enforcamento pela morte de Charles causada por envenenamento, as outras mortes não puderam ser provadas, mas essa foi o bastante para que  Mary Ann Cotton fosse enforcada em Durham County Gaol em 24 de março de 1873.

Mary_Ann_Cotton

Referência

Mary Ann Cotton. Disponível em:>https://pt.wikipedia.org/wiki/Mary_Ann_Cotton<. Acesso em 19.mai.2018

Mary Ann Cotton, a mulher que matou três maridos, um amante e 11 dos seus filhos. Disponível em:>https://ionline.sapo.pt/532441<. Acesso em: 19. mai. 2018.

Filme sobre Mary Ann

Minissérie sobre Mary Ann

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