Livro: A parte obscura de nós mesmos – uma história dos perversos

Hello, o livro de hoje é da renomada psicanalista e historiadora Elisabeth Roudinesco e trás como tema central a perversão.

Perversão

Nasce do latim perversio, o substantivo “perversão” surge no francês entre 1308 e 1444. Quanto ao ajetivo “perverso”, é atestado em 1190, derivando de pervesitas e perversus, particípio passado de pervertere: retornar, derrubar, inverter, mas também erodir, desorganizar, cometer extravagâncias. Trocando em miúdos, perversão pode ser um distúrbio de identidade, um estado de delinquência, um desvio. Tudo que foge de um padrão como a zoofilia, pedofilia, terrorismo, homossexualidade, transexualidade e etc..

Descrição do livro segundo a Saraiva 

Príncipe dos perversos, marquês de Sade defendia uma ruptura com as leis que regem a sociedade ao divulgar em seus livros a sodomia, o incesto e o crime. Rudolf Höss, o comandante de Auschwitz, contou sem reservas como se tornou o maior chacinador de todos os tempos. Liduína de Schiedam, canonizada em 1890, por décadas impôs a seu corpo terríveis sofrimentos. Neste livro, a prestigiada historiadora e psicanalista Elisabeth Roudinesco apresenta e interpreta a história dos perversos no Ocidente através de suas figuras emblemáticas: de Barba Azul e os santos místicos na Idade Média, ao fenômeno do nazismo, dos pedófilos e terroristas nos dias de hoje.
Mostra como a perversão, definida em cada época de um modo diverso, exibe o que não cessamos de dissimular: a parte obscura de nós mesmos, a negatividade presente em cada um. E ainda reflete sobre a sua erradicação. Eliminar a perversão não seria destruir a distinção entre bem e mal que fundamenta a civilização?

A autora do livro, Elisabeth Roudinesco, tenta responder onde começa a perversão e quem são os perversos e para isso reúne abordagens independentes, misturado a uma análise da noção de perversão não apenas retratos de perversos e uma exposição das grandes perversões sexuais, como também uma crítica das teorias e das práticas elaboradas, sobretudo a partir do século XIX, para pensar a perversão e designar os perversos. O livro é composto por 5 capítulos abordando: a época medieval, os santos místicos, os flagelantes; o século XVIII, em torno da vida e da obra do marquês de Sade; o século XIX, o da medicina mental , com sua descrição das perversões sexuais e sua obsessão pela criança masturbadora, o homossexual e a mulher histérica, o século XX , em que se opera o nazismo.

“Existem inúmeros artigos e livros que podem nos fornecer pistas sobre como interpretar os comportamentos que muitas vezes parecem absurdos demais para serem reais, porém, Elizabeth Roudinesco em seu livro O lado obscuro de nós mesmos nos lembra que todos podemos ser perversos, dadas as devidas circunstâncias.” Iluminerds.

079555ef-d516-44cc-988f-47d0ad222567

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s