Filme: Elle

Oi gente, vou comentar sobre o filme Elle que recentemente ganhou o globo de ouro de melhor filme estrangeiro( e a protagonista Isabelle Huppert também). É um filme francês, com lançamento em 2016. O filme é uma adaptação  do livro “Oh” de Philippe Djian. Geralmente eu acabo contando a maior parte do que rola no filme, mas nesse não farei isso. Foi um dos filmes mais diferentes que assisti até hoje.

Sinopse da Adoro Cinema

Michèle (Isabelle Huppert) é a executiva-chefe de uma empresa de videogames, a qual administra do mesmo jeito que administra sua vida amorosa e sentimental: com mão de ferro, organizando tudo de maneira precisa e ordenada. Sua rotina é quebrada quando ela é atacada por um desconhecido, dentro de sua própria casa. No entanto, ela decide não deixar que isso a abale. O problema é que o agressor misterioso ainda não desistiu dela.

Eu gosto de filmes “estranhos”, aqueles que mostram como o ser humano pode (ou é) ser sem as máscaras sociais. Mas, esse filme foi diferente de tudo que já tinha visto, ele mistura vários temas complexos socialmente e ao mesmo tempo é como se fosse algo “normal”.

Michèle, tem 50 anos, um filho(mimado), um ex-marido que mantém por perto(ele a agrediu), um amante que é o esposo da sua melhor amiga e é estrupada por um estranho, essa é a primeira cena do filme( dei uma pausa e fiquei pensando se continuaria a assistir), mas ela levanta, se limpa, limpa a casa e segue a vida. Ela sofreu um trauma na infância, que envolve o pai e isso faz com que ela siga a vida de forma diferente, ela não denuncia o estupro por não querer a polícia por perto que se fez presente muitas vezes na sua infância. Ela tem um tesão pelo vizinho dela que é casado, ela até tenta ficar na dela( mas, como diria a cantora Pitty ” enquanto a desejo, não a paz”), mas não consegue. E assim, vai seguindo a vida, com companhias que não gostam dela, com um trauma do passado e um estuprador(ou não)no presente.

Pronto, não falarei mais sobre o filme em si, mas quero falar, um pouquinho de nada, sobre a personagem Michèle, tão pitoresca. Ela é aquele ser um humano que pode ser chamado de “incógnita”. Porque ela não segue nenhum padrão que normalmente vemos, claro que um trauma sempre muda a pessoa, mas com Michèle o trauma não a mudou, transformou. Para começo de conversa… como assim a mulher é estrupada, levanta, se limpa e segue em frente? Não sei lhe dar com isso, acho que ninguém sabe. Ela faz questão de estar por perto das pessoas que não gostam dela, como se fosse algum tipo de ritual que renovasse as energias dela trazer desconforto aos outros com a presença dela.

É um filme que não segue nenhum padrão e os personagens também são todos diferentes. Eu não tenho um pensamento crítico aprofundando sobre filmes, não vou negar que quando ele terminou eu pensei ” que filme fudido (desculpe o palavrão)”, mas acredite esse forma que pensei é leve kkkkkk. É um filme intrigante que tira você da zona de conforto, que faz você pensar sobre sua segurança, sobre o que você vive, de como o ser humano consegue fazer determinadas coisas, um filme bizarro e diante de tanta coisa ainda tem humor. Vale a pena assistir e aumentar seus horizontes, tem cenas fortes, então esteja preparada(o) e tente ter um pensamento crítico para poder entender certas coisas, já que não existe um verdade absoluta e o que é certo para uns não é para outros.

E como sempre… nem tudo é o que parece nesse filme.

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